Vittia amplia área de atuação e prevê novas aquisições

agosto 18, 2016

O Grupo Vittia, empresa brasileira de insumos agrícolas especializada em inoculantes e fertilizantes organominerais, está empenhado na abertura de novos mercados e na ampliação da produção para impulsionar seu faturamento. A perspectiva do grupo é encerrar 2016 com uma receita de R$ 400 milhões, 35% mais que a do ano anterior, numa estratégia de expansão que envolve ainda aquisições, especialmente no segmento de biológicos.

“Estamos com foco na sustentabilidade e interessados em empresas que tenham feito algum tipo de desenvolvimento tecnológico, sobretudo na área de produtos biológicos, como pragas controladas por microrganismos que as parasitem”, afirma o diretor comercial José Roberto de Castro.

Os novos planos do grupo vêm na companhia de um novo nome. A empresa atendia por Bio Soja, mas foi rebatizada para fazer frente ao desafio da diversificação ao qual se propôs. Sediada em São Joaquim da Barra (SP), a Bio Soja começou produzindo inoculantes (microrganismos que ajudam a planta a assimilar nitrogênio) para a oleaginosa em 1971. Na década de 1990, ampliou o leque com a compra de uma empresa de defensivos e outra de fertilizantes organominerais. Mas há cerca de dois anos veio um passo mais decisivo: a aquisição da Samaritá, forte no fornecimento de insumos para a citricultura e o segmento de hortifrúti em São Paulo.

“Essa aquisição marcou a entrada do grupo em outros países. A Bio Soja estava apenas no Paraguai, mas com a Samaritá avançou para Chile, Peru, México, Equador e Uruguai”, detalha Castro. Mas outros mercados já estão no radar, a exemplo de Argentina e Egito.

A compra da Samaritá veio na esteira de uma captação feita em 2014. O grupo, até então nas mãos da família Romanini, passou 29,5% do capital para o fundo Brasil Sustentabilidade, por R$ 100 milhões. Os fundadores permaneceram com os 70,5% restantes, tendo à frente dos negócios o presidente Wilson Romanini. Entretanto, novos aportes do gênero não estão descartados, conforme Castro. “Vemos a possibilidade num futuro próximo de uma nova captação de R$ 100 milhões a R$ 120 milhões para investimentos”, prevê.

Sob o guarda-chuva do grupo, estão atualmente três divisões: Biosoja Agrociência e Samaritá Agrociência, que concentram o portfólio de insumos para as culturas agrícolas, e a Granorte Fertilizantes, que produz micronutrientes e está mais voltada para o atendimento às indústrias de fertilizantes, como Heringer, Mosaic e Yara.

A empresa tem cinco unidades fabris, nos municípios paulistas de São Joaquim da Barra, Serrana, Ituverava e Artur Nogueira. A sexta planta, dedicada a produtos biológicos, já está engatilhada. Com investimentos de R$ 25 milhões, a nova fábrica em São Joaquim da Barra – onde já estão duas unidades – deve iniciar as operações em 12 meses, mas a perspectiva do grupo é que alcance plena capacidade dentro de 36 meses.